OSB-SP inicia 2020 com doze aspirantes ao voluntariado

Palestra de apresentação do OSB-SP (Foto: David Horeglad/OSB-SP)

Na última quinta-feira (06/02), doze aspirantes ao voluntariado do controle social assistiram a palestra inaugural de apresentação do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) de 2020, primeiro passo para entrar na ONG. O encontro aconteceu na Fecap Liberdade, Centro da capital. Na etapa seguinte, a equipe de Recursos Humanos e de coordenadores direcionarão os voluntários para as capacitações dos projetos do OSB-SP de acordo com a identificação e currículo de cada um.

Segundo a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, que realizou a apresentação, “essa primeira turma do ano é muito interessada e participativa. E a novidade foi que alguns voluntários vieram para as vagas de marketing social”. Para o aspirante Rafael de Moura, a experiência que ele teve como funcionário público pode contribuir com o trabalho voluntário. “O que mais me motivou foram as formas que a ONG usa para fiscalizar o poder público”, comentou.

A palestra de apresentação do OSB-SP e de seus projetos acontece todos os mêses. Os interessados devem acompanhas as datas por meio da agenda em nosso site ou pelas postagens em nossas redes sociais. Todos os passos seguintes para a capacitação e trabalho voluntário na área do controle social serão informados pela equipe após a presença na palestra inicial.

Por: Redação OSB-SP

Rede Nossa São Paulo apresenta pesquisa “Viver em São Paulo: Qualidade de Vida” no Sesc Consolação

Segundo o levantamento, 57% dos paulistanos não participa da vida política do município. OSB-SP esteve presente no evento

Auditório do Sesc Consolação durante lançamento da pesquisa (Foto: David Horeglad/OSB-SP)

Na última quarta-feira (23/01), a Rede Nossa São Paulo (RNSP) apresentou a pesquisa “Viver em São Paulo: Qualidade de Vida” no Sesc Consolação, centro da capital. Dentre as informações destacadas, estão o quanto os paulistanos confiam nas instituições e o que pensam do prefeito e vereadores. Segundo o levantamento, 57% dos paulistanos não participa da vida política do município. O Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou do evento com a presença da vice-presidente da entidade, Gioia Tumbiolo Tosi.

“A percepção do paulistano é de que, gradativamente, tem melhorado a qualidade de vida em São Paulo. O que é preocupante, é saber que a população em geral desconfia das instituições, em especial da Câmara Municipal, apesar de não saber qual o seu papel. O trabalho do OSB-SP busca preencher, de certa maneira, esta lacuna, fornecendo informações à sociedade sobre o importante papel das instituições, e sobre a atuação, em específico nosso Legislativo”, salientou Gioia.

De acordo com a pesquisa, apenas 16% da população de São Paulo compartilha notícias sobre o município pelas redes sociais e 13% por aplicativos de mensagens. 9% é a parcela da sociedade que participa de manifestações, protestos ou passeatas de ruas. Sobre o Legislativo municipal, 91% das paulistanas e paulistanos não participaram de nenhuma atividade na Câmara nos últimos 12 meses e 63% não lembra em quem votou para vereador(a) nas eleições de 2016.

Clique aqui para conferir mais detalhes da pesquisa “Viver em São Paulo: Qualidade de Vida”.

O projeto de Monitoramento do Legislativo do OSB-SP divulgará os novos dados levantados sobre o atual mandato no final de abril. Confira aqui o que já foi apresentado pelo Observatório Social do Brasil – São Paulo sobre a Câmara Municipal até o momento.

OSB-SP participa de seminário “Democracia participativa e as eleições 2020”

No dia 6 de dezembro, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou do seminário “Democracia participativa e as eleições 2020” na Câmara Municipal de São Paulo, onde apresentou dados da “Pesquisa e Avaliação da Câmara SP”. O evento foi realizado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Grupo de Trabalho (GT) Democracia Participativa, do qual o OSB-SP participa.

Na ocasião, foram discutidos também os temas “Participação e metas para a cidade de São Paulo”, “Eleições 2020”, “Redução de espaços de participação: o caso dos Conselhos Participativos” e “Legislação, plataformas e participação das mulheres na política”. A responsável por apresentar a pesquisa da atuação dos vereadores no primeiro biênio do mandato atual foi a vice presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, que também participou do painel de debates. “A iniciativa propiciou uma importante reflexão a respeito da importância da participação e do controle social, em especial quando da escolha dos candidatos no próximo ano. A ideia é disseminar estes eventos em diversos espaços, chamando a atenção da sociedade para o efetivo exercício de cidadania”, enfatizou Gioia.

*Por: Redação OSB-SP

Voluntários do Criadores de Atos apresentam resultados para o Cuidando do Meu Bairro

André Takara e Paulo Sérgio apresentam resultados do trabalho do Criadores de Ato com o projeto Cuidando do Meu Bairro (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

No dia 30 de novembro, os voluntários do programa Criadores de Atos que escolheram o projeto Cuidando do Meu Bairro do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentaram a conclusão dos três meses de trabalho na sede da ONG Atados em Pinheiros, Zona Oeste da capital. O objetivo foi desenvolver e executar um planejamento de disseminação do controle social em um bairro da cidade usando o software do projeto, que foi desenvolvido pelo Colab da USP.

Nessa edição do Criadores de Atos, foram 10 organizações sociais de áreas como meio ambiente, arte e cultura, cidadania, educação, saúde e idosos. 53 voluntários trabalharam juntos para tirar os projetos do papel. O OSB-SP foi o responsável pelo tema controle social em 2019.

O trabalho com o OSB-SP começou com a escolha de um bairro, que foi o da Aclimação, Zona Sul, e a pesquisa de uma instituição por meio da qual seria possível atingir estrategicamente mais pessoas engajadas com o projeto. A Associação dos Moradores de Bairro – Viva Aclimação foi a escolhida. Os voluntários do programa, então, capacitaram os moradores para o uso e disseminação da ferramenta do Cuidando do Meu Bairro.

Com a experiência, os voluntários coletaram dados sobre os pontos positivos e as dificuldades de uso da ferramenta. A partir das informações, criaram uma estratégia para melhorar o projeto Cuidando do Meu Bairro ao ser levado para os próximos bairros e sugeriram ao OSB-SP a reformulação de alguns pontos da apresentação e do material do projeto. “O intuito foi o de tornar as futuras oficinas do Cuidando mais familiares ao público, através do uso de linguagem cidadã e material didático adequado, trabalhando a usabilidade do site, também”, explicou o coordenador do Cuidando do Meu Bairro no Criadores de Atos, André Takara.

Para o coordenador, a união com outras ONGs como o Atados e equipes especializadas contribui para novas técnicas e visões estratégicas, enriquecendo o trabalho. “Há cidadãos que possuem grande força de vontade e atitude para poderem cobrar seus direitos, mas precisam de um norte, de uma instituição que os ampare. O OSB-SP oferece a todos que querem contribuir com melhorias nos métodos de gestão pública, ferramentas como o site do Cuidando”, concluiu.

A coordenadora de relacionamento com ONGs e voluntários do Atados, Beatriz Carvalho, contou que o projeto do OSB-SP foi um dos que despertou mais interesse dos voluntários. “Ficamos muito felizes com o engajamento e comprometimento dos voluntários e das ONGs parceiras com o programa. Acredito que a possibilidade de controle e de exercício ativo da cidadania, e a possibilidade de compartilhar com a comunidade essa ferramenta, foi o que de cara encheu os olhos dos voluntários. Estamos em um momento político em que as pessoas não querem mais permanecer inertes, e essa pode ser uma ferramenta acessível a todos”, disse Beatriz.

Segundo ela, houveram alguns desafios com o tempo e conhecimento técnico sobre a ferramenta, mas, ao final, foi possível um resultado muito positivo, tanto para o OSB-SP quanto para os voluntários. “Ficamos muito felizes também em trabalhar com o Observatório Social e esperamos poder trabalhar juntos em outras oportunidades, trazendo essas ferramentas de controle social e participação cidadã para toda a nossa rede”, concluiu.

Participaram do trabalho do Cuidando do Meu Bairro pelo Criadores de Atos, também, a coordenadora de projetos do OSB-SP, Letticia Rey, a Bárbara Alcalde, e os voluntário do programa, Antônio Barros, Paulo Sérgio, Leonardo Cruz e Marcelle Magalhães.

Criadores de Atos

O Criadores de Atos é um programa de voluntariado idealizado e organizado pelo Atados. Nele, grupos de voluntários, capacitados e coordenados pelo Atados, criam e desenvolvem um projeto customizado para as necessidades de uma organização, movimento ou coletivo social, do começo ao fim, garantindo que ele saia do papel. As organizações sociais apresentam algumas das suas demandas e os voluntários escolhem o projeto que mais tem a ver com seus interesses, habilidades e desafios, e juntos criam um planejamento para solucionar essas demandas.

*Por: Redação OSB-SP, com informações do Atados

Coordenadores de projetos do OSB-SP reúnem-se para planejar trabalho e definir metas de 2020

Reunião de coordenadores na sede do OSB-SP (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

No dia 21 de novembro, os coordenadores de projetos do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) reuniram-se para planejar o trabalho e definir as metas para o ano de 2020. O encontro aconteceu na sede da instituição, na Fecap Liberdade, Centro da Capital.

Dentre as novidades, esteve a introdução de um software de organização e planejamento, que será testado nos próximos meses. Com ele, será possível integrar as ações dos projetos, de forma que os coordenadores possam se comunicar e propor pontos de convergências entre os trabalhos desenvolvidos. Foi estabelecida também a volta do projeto Aprendendo a Fiscalizar, que insere conceitos de cidadania fiscal, como orçamento e execução financeira, na formação de alunos do ensino médio e fundamental.

“A reunião foi muito produtiva não somente para dar início ao planejamento para o próximo ano, com estabelecimento de metas concretas, como para o alinhamento da função de gestão de pessoas e da importante integração entre os vários projetos, com utilização de ferramenta apropriada”, concluiu a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi.

Na ocasião, participaram, ainda, a coordenadora de projetos do OSB-SP, Letticia Rey, a coordenadora do projeto de Licitações, Bárbara Hashimoto, o coordenador do Cuidando do Meu Bairro para o Criadores de Atos, André Takara, e o voluntário Gabriel Vicente.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP e Colab-USP renovam convênio de cooperação por mais dois anos

Vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi,  coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro, e professora e pesquisadora da Fecap, Elionor Farah Weffort (Foto: Letticia Rey/OSB-SP)

No dia 29 de novembro, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) e o Colaboratório de Desenvolvimento e Participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Colab-USP) renovaram o convênio de cooperação por mais dois anos, agora com a participação do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). As assinaturas aconteceram no Campus Liberdade da Fecap, com a participação da vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, da coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro, e da professora e pesquisadora Elionor Farah Weffort.

A parceria entre as duas instituições resultou, em 2019, na inclusão do Cuidando do Meu Bairro para o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) certificadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB). O projeto apresenta, por meio de uma plataforma digital, os gastos públicos de forma acessível a qualquer cidadão que queira acompanhar o destino de seus impostos. Caso o usuário encontre alguma falha ou dúvida, o software oferece um meio de comunicação direto com a instituição responsável pelo recurso.

Entre as novidades com o novo convênio, estão o desenvolvimento de um glossário para a plataforma Cuidando do Meu Bairro e a previsão para a criação de novos projetos de ensino, pesquisa e serviços à comunidade. “É uma satisfação formalizar uma parceria que aumenta bastante o escopo da nossa atuação conjunta. Ela vai abranger novas atividades para além do Cuidando, como ações de governo aberto e a ferramenta Monitorando a Cidade”, afirmou a coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro.

Para a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo, um dos destaques do protocolo de intenções é a participação da Fecap, principal mantenedora da organização. “A renovação da parceria do Observatório com o Colab é fundamental para o prosseguimento das ações de pesquisa e extensão universitária, empreendidas desde 2017. Importante destacar que a Fecap juntou-se à parceria, o que permite o inicio imediato de atividades com a equipe de mestrado desta instituição”, concluiu.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP participa da Semana da Cidadania na Vila Universitária

Estande do OSB-SP na Vila Universitária (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

O Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou da Semana da Cidadania, que ocorreu entre os dias 1 e 3 de outubro na Fundação Seade, na Vila Universitária, Zona Oeste paulistana. O evento, realizado em comemoração ao Dia Nacional da Cidadania, teve o objetivo de proporcionar um momento de reflexão sobre a necessidade do aprimoramento dos mecanismos que garantem o pleno exercício da democracia no país.

A abertura da Semana Social contou com as palestras “Cidadania e Controle Social”, ministrada pela vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, e “Educação Fiscal”, pela coordenadora do Grupo de Educação Fiscal Estadual (GefeSP) e conselheira do OSB-SP, Magda Wajcberg. No dia 3, o Observatório Social do Brasil – São Paulo, a SEFAZ e a ETEC CEPAM montaram estandes para divulgar seu trabalho e estimular os visitantes a participarem de atividades cidadãs.

“A participação do OSB-SP na celebração da Semana da Cidadania foi extremamente gratificante. A oportunidade de contato com estudantes de ensino médio, para falar de questões como controle social, educação fiscal, relação Estado-Sociedade, ouvir suas expectativas e propósitos, nos apresentou jovens interessados e comprometidos, que sabem seu papel na sociedade e estão motivados a exercê-lo”, destacou Gioia.

A Semana Social é promovida por: GefeSP, OSB-SP e ETEC CEPAN Gestão Pública.

*Por: Redação OSB-SP

Presidente do OSB-SP reúne-se com diretoria da Anfip-SP

Presidente do OSB-SP, Paulo de Oliveira Abrahão, coordenadora de projetos, Letticia Rey, e diretoria da Anfip-SP, na sede da instituição (Foto: Divulgação)

No mês de outubro, o presidente do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), Paulo de Oliveira Abrahão, e a coordenadora de projetos, Letticia Rey, reuniram-se com a diretoria da Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil em São Paulo (Anfip-SP) na sede da instituição, na República, Centro da capital.

“A aproximação com nossos mantenedores é sempre muito importante. É o momento onde podemos ser transparentes e prestar contas de nosso trabalho. O apoio de instituições tão fortes como a Anfip-SP, que acreditam em nós, é fundamental para levarmos o controle social adiante, ajudando a melhorar nossa cidade”, comentou Abrahão.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP apresenta primeiros dados da “Pesquisa e Avaliação da Câmara SP”

Levantamento, feito com metodologia do Insper, levou em conta os dois primeiros anos do atual mandato legislativo. Encontro, na Câmara, reuniu autores da pesquisa, profissionais e especialistas do Legislativo paulistano, assessores parlamentares e vereadores para discutir metodologia e resultados iniciais

Vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, apresenta pesquisa na CMSP (Foto: David Horeglad/OSB-SP)

*Atualizado em 21/10/2018

Na última sexta-feira (04/10), o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentou os primeiros dados levantados pelo projeto Monitoramento do Legislativo no Sala Sérgio Vieira de Mello, na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), Bela Vista, Centro da capital. O evento foi aberto a população e contou com um debate entre os autores da pesquisa, profissionais e especialistas do Legislativo paulistano,assessores de parlamentares e os vereadores José Police Neto e Soninha Francine. A primeira metade do atual mandato – 2017 a 2020 – foi o alvo da primeira fase da pesquisa, que seguirá ano a ano.

A metodologia “Indicadores de desempenho para parlamentos: o desafio de aferir práticas políticas“, utilizada pelo OSB-SP, tem o objetivo de indicar se o Legislativo cumpre sua função observando quatro eixos: se é promovedor (P), quando exerce seu papel de legislar; cooperador (C), quando aprova temas de interesse da Prefeitura favoráveis a cidade; fiscalizador (F), quando fiscaliza o Poder Executivo; e transparente (T), quando permite que a população tenha atuação e proximidade com o parlamento.

De acordo com o levantamento, os melhores índices do parlamento paulistano, que vão de 0 a 10, ficaram na função fiscalizadora, com média 7,0 em 2017, e na transparência, com 6,9 em 2018, embora em ambos os casos as notas não tenham atingido uma área de excelência no gráfico de análises – representada pela cor verde. Nos dois anos, porém, os números indicaram que a função mais problemática é a promovedora, com médias de 2,5 em 2017 e 3,2 em 2018.

Segundo os criadores da metodologia, professores Humberto Dantas e Luciana Yeung, para um Legislativo desempenhar seu papel, precisa atuar bem nas quatro áreas. Com os indicadores, é possível estipular onde a Câmara Municipal desempenha de forma eficaz sua função e onde precisa melhorar. 

Rubem Davi Romancini, diretor executivo da Escola do Parlamento, comentou que a iniciativa do OSB-SP auxilia o cidadão a compreender como o voto se traduz em política pública por meio da representação política. “Eu acredito que esse evento joga luz e adentra em uma caixa preta que o cidadão tem muita dificuldade de penetrar e é fundamental para exercer sua cidadania. Afinal, o processo legislativo, que é essa mediação de interesses da sociedade, esse embate de ideias para produzir políticas públicas, é muito complicado. Em uma sociedade democrática a gente precisa ter acesso aos instrumentos que produzem políticos públicas. E a gente precisa frear essa onda antipolítica,pois sem a política, o que é que a gente vai ter? Guerra?”, indagou o especialista no parlamento paulistano.

Em que áreas os vereadores mais produzem?

Sobre os temas mais lembrados por vereadores na hora de produzir, o levantamento aponta que 31% dos projetos assinados na CMSP entre 2017 e 2018 são considerados de baixo impacto ou baixa complexidade. De acordo com a pesquisa, são classificados como de baixo impacto ou baixa complexidade os projetos classificados entre datas comemorativas, homenagens e nomes de ruas. Em 2018, 47% das propostas se enquadraram como de baixo impacto. O levantamento indicou, ainda, que a proposição de projetos caiu pela metade de um ano para outro, totalizando 1638 projetos assinados em 2017 e 924 em 2018.

Na outra ponta da lista, entre os projetos menos lembrados pelos vereadores na hora de produzir, estão os classificados como favoráveis à transparência, com 17 propostas, e de combate à corrupção, com 26, durante os dois anos iniciais de pesquisa. “Quando chega em 2018, os projetos de combate à corrupção são zero. Parece que tivemos um boom do tema em 2017 e depois mudamos de assunto. São coisas que precisam ser debatidas com os vereadores. Por que essas mudanças tão bruscas?”, questiona a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi.

A opinião dos vereadores

Vereadores José Police Neto e Soninha Francine, durante evento na CMSP (Foto: David Nascimento/OSB-SP)

A vereadora Soninha Francine ponderou sobre questões que considera subjetivas nos índices e apontou a dificuldade em definir qual projeto é de baixo ou alto impacto e complexidade. “O exemplo do nome de rua é um clássico de como uma denominação pode ser de alto impacto positivo ou um fator de inclusão determinante. A pessoa não tem um comprovante de endereço para abrir conta no banco. Então, nome de rua pode ser de alto impacto positivo, razoavelmente irrelevante ou indutor de impacto negativo”, disse.

Já para o vereador José Police Neto, que implementou a metodologia na CMSP enquanto foi presidente da Casa, em 2011 e 2012, a pesquisa precisa ter um acompanhamento ininterrupto e com relação histórica para ganhar consistência. “Nós tínhamos que começar com algo que se o parlamento não continuasse, a sociedade conseguiria desenvolver. E parece que quem desenvolveu a metodologia foi eficiente, pois vocês conseguiram fazer isso. Por maior que tenham sido as dificuldades, aquela metodologia foi resistente a mudanças políticas que deixam de realizar pesquisas. Passados sete anos, a mesma metodologia consegue ser aplicada pela sociedade. Mesmo que o ator parlamentar tenha desistido do indicador que o mede, aquela metodologia criada ainda é uma oferta a sociedade para medir o parlamento”, afirmou Police Neto.

Plataforma do Monitoramento do Legislativo

Clique aqui para acessar a plataforma de dados do Monitoramento do Legislativo, onde todos os levantamentos feitos pelo OSB-SP sobre a CMSP são disponibilizados e abertos ao público!

*Por: David Horeglad/OSB-SP