OSB-SP participa do 3º Concurso de Boas Práticas do Sistema OSB com vídeo sobre capacitação online

Já estão no ar os vídeos concorrentes à 3ª Edição do Concurso de Boas Práticas do Sistema OSB. Neste ano, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresenta a implementação da capacitação online de voluntários, criada para atender a demanda de aspirantes ao voluntariado que não podiam sair de casa durante o período de isolamento social.

Clique aqui para assistir e votar (é só curtir o vídeo)!

O resultado do concurso será apresentado em dezembro de 2020 no 11º Encontro Nacional dos Observatórios Sociais do Brasil – Virtual. Os votos serão captados em duas fases, a primeira, votação popular, aberta ao público, onde os Observatórios com mais votos passarão para a segunda fase que será decidida por votos internos, das filiadas do Sistema OSB. Os vídeos enviados estarão disponíveis no canal oficial do OSB no YouTube, em uma playlist com todos os produtos gravados, e por lá, deverá acorrer por meio de maior número de curtidas, a conclusão da primeira fase.

O objetivo do concurso é desafiar os Observatórios Sociais do Brasil que integram o Sistema OSB na divulgação de suas ações e projetos (boas práticas) realizados durante todo o último ano, estimulando que todos tenham sucesso na condução de seu OSB, alcançando visibilidade e conquistando credibilidade da comunidade local e nacional. “Vale muito a pena visualizar cada projeto, conhecer os trabalhos realizados e escolher o seu preferido para votar”, disse Roni Enara, Diretora Executiva do Observatório Social do Brasil.

*Por: Redação OSB-SP, com informações do OSB Nacional

OSB-SP apura 68 restrições de acesso à dados de dispensas de licitação no município de São Paulo

Voluntários do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apuraram 68 restrições de acesso a dados de compras com dispensas de licitação por conta da covid-19 na capital paulista até o final de julho. Até o momento, o projeto de Monitoramento de Licitações do OSB-SP fez o levantamento de aproximadamente 300 dispensas – entre compra de máscaras, álcool em gel, medicamentos, produtos de higiene, entre outros – que estão sendo compiladas em seus pontos críticos em relatórios desenvolvidos pelos voluntários.

O monitoramento destas compras públicas faz parte da Força Tarefa Cidadã, um conjunto de ações de fiscalização dos portais de transparência, realizado por voluntários e técnicos que participam do Sistema de Observatório Social do Brasil, com foco na disponibilização de todas as informações e documentos relativos às despesas efetuadas pelos municípios e estados no enfrentamento ao covid-19.

Dentre os problemas encontrados no Sistema Eletrônico de Informações da Prefeitura, além de inúmeras informações classificadas como “documento classificado como restrito, conteúdo não pode ser exibido” sem justificativa, foi constatado que não há dados sobre as fases de liquidação e pagamento nos processos relativos à covid-19. De acordo com o relatório preliminar, outra dificuldade é que “quando solicitadas as informações via Lei de Acesso à Informação (LAI), muitas das respostas são evasivas e algumas incompletas”.

Segundo a presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, “destaca-se a falta de transparência nos canais disponibilizados, para que a sociedade exerça o controle social e, principalmente, venha a compreender as ações da municipalidade na aplicação de recursos para o combate à pandemia”.  Há casos, segundo a apuração, em que foi preciso que a solicitação de acesso aos dados por meio da LAI chegasse à segunda instância para obter os dados.

O relatório detalhado com as compilações de dados e análise dos relatórios serão divulgados pelo OSB-SP entre agosto e setembro de 2020.

Clique aqui para conferir o relatório preliminar.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP recebe mais de 100 aspirantes ao voluntariado durante período de isolamento social

Desde o fim de março, para apoiar o isolamento social e ajudar no combate ao coronavírus, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) vem criando formar de trabalhar e receber novos voluntários sem que eles precisem sair de casa. Para isso, todo o cadastro agora pode ser feito online, uma pocket palestra de apresentação do OSB-SP – assisti-la é o primeiro passo para ser voluntário – já está no ar em nossa página do YouTube e, nesta semana, as primeiras capacitações EAD para cada projeto estarão disponíveis em nosso sistema.

No total, foram 102 pessoas interessadas em colaborar com o controle social no OSB-SP. Eles chegam ao Observatório paulistano por meio das mídias sociais, após acompanhar alguma capacitação ou oficina online, ou por meio da plataforma Atados, como é o caso do estudante de Direito Eduardo das Chagas, de 20 anos.

“Além de gostar da área de licitações, eu quero exercer minha cidadania ativamente, poder ajudar minha cidade através do trabalho voluntário”, relata o aspirante. Segundo Chagas, ele já queria entrar para o OSB-SP há bastante tempo, mas o aumento do tempo livre durante o isolamento social acabou incentivando-o ainda mais a buscar o cadastro na equipe.

O OSB-SP vive o reflexo de o aumento de interesse por trabalho voluntário em diversas áreas de atuação. De acordo com a analista de Comunidades do Atados, Julia Issa, os números triplicaram de fevereiro para março, quando foi decretado o estado de calamidade pública. “Houve um aumento na quantidade de pessoas que começaram a acessar o site exatamente nessa época de isolamento social, em busca de atividades na quarentena. É um momento de a gente se preparar para as mudanças que foram antecipadas pelo coronavírus mas vieram para ficar. Nós estamos nessa transformação da era digital. E além de engajar e trazer conteúdos por meio das redes sociais, a gente precisa trazer o voluntariado para aprender a se preparar com cursos ou o apoio de alguém que tenha mais experiência.”

Julia explica que nesse contexto, foram identificadas mais trocas de experiências e trabalho voluntário entre diferentes territórios e estados, além de ter aumentado o empoderamento dos voluntários, que perceberam que conseguem contribuir mais com as ONGs a partir de suas habilidades de casa. Mas previne, o Atados implementou a política de não publicar vagas presenciais. E para ajudar pessoas do grupo de risco e ONGs que estão com dificuldades neste período, foram criadas diversas ações.

Uma das principais iniciativas foi o Vizinho Amigo. “Nós buscamos manter as pessoas do grupo de risco em casa. Para isso, pedimos os dados aos que não estão nesse grupo para a gente fazer o match e eles fazerem o mercado ou a farmácia para quem não pode sair e está próximo. Nós criamos também uma página de doações para as ONGs que estão atuando como articuladores locais na entrega de doação à comunidades ou estão precisando se manter financeiramente nesse momento pois perderam as fontes de renda que as mantinham.”

*Por: Redação OSB-SP, com informações de Julia Issa e Beatriz Basile, do Atados.

OSB-SP entra para Banco de Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação BB em 2019

Projeto Cuidando do Meu Bairro, uma parceria entre OSB-SP e o grupo de pesquisa Colab da USP, foi inscrito como tecnologia social no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019 e receberá selo de certificação da comissão julgadora

O Observatório Social do Brasil São Paulo (OSB-SP) entrou para o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) certificadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB) com o Cuidando do Meu Bairro. O projeto foi um dos mais de 800 inscritos para o Prêmio FBB de Tecnologia Social 2019, que certificou 125 tecnologias para o BTS neste ano (confira aqui as tecnologias certificadas).

Cuidando do Meu Bairro apresenta os gastos públicos em uma linguagem mais acessível, com o apoio de uma plataforma desenvolvida pelo grupo de pesquisa Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Colab) da Universidade de São Paulo (USP). O software criado indica a geolocalização de parte das despesas municipais, a atualização em tempo real dos dados e as alterações no status dos gastos de maneira objetiva e visual. Caso o cidadão encontre alguma falha ou dúvida, a plataforma oferece um meio de comunicação direto com a instituição responsável pelo recurso.

Além de manter a plataforma, o OSB-SP realiza, com especialistas do Colab, a capacitação para qualquer cidadão que queira utilizar o software ou se tornar um oficineiro e espalhar o uso da ferramenta pela cidade. “O Cuidando do Meu Bairro é um projeto que une controle social e tecnologia, além de reforçar a transparência dos gastos públicos. Outros observatórios sociais do Sistema OSB já nos procuraram com o intuito de levar a plataforma para suas cidades e este certificado é mais uma forma de divulgar uma ferramenta tão relevante para o cidadão”, explicou o presidente do OSB-SP, Paulo de Oliveira Abrahão.

A professora Gisele Craveiro, coordenadora do Colab, afirmou que os resultados dessa parceria entre o grupo de pesquisa e o OSB-SP a deixam muito contente. “Sermos reconhecidos por uma instituição tão séria e prestigiosa nesse prêmio de tecnologia social revela que o trabalho foi analisado e essa metodologia de acompanhamento dos gastos públicos é algo que tem muito valor e merece ser ampliada e fortalecida”, disse.

Prêmio Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social

PRÊMIO FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL, criado em 2001, é o principal instrumento de identificação e certificação de tecnologias sociais que compõem o BANCO DE TECNOLOGIAS SOCIAIS – BTS.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais já aplicadas e implementadas, que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

*Por: Redação OSB-SP, com informações do site fbb.org.br

OSB-SP monitora Núcleo de Convivência do Idoso na capital

Apenas metade dos 96 distritos administrativos municipais de São Paulo contam com NCIs

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Dos cerca de 12 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, mais de 1,7 milhões são idosos

No dia 22 de outubro, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentou o projeto de fiscalização do Núcleo de Convivência do Idoso (NCI) à presidente do Grande Conselho Municipal do Idoso (GCMI), Marly Feitoza, na sede da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), na Sé, Centro da capital. Duas reuniões, no Conselho de Representantes de Idosos e da Administração e na Assembleia Geral do Conselho do GCMI ainda serão agendadas com o objetivo de criar uma parceria e fortalecer o projeto do OSB-SP.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), o Núcleo de Convivência do Idoso é um serviço de proteção social, convivência e fortalecimento de vínculos aos idosos. O objetivo dos NCIs é contribuir para o processo de envelhecimento saudável, desenvolvimento da autonomia, da sociabilidade, fortalecimento dos vínculos familiares e sociais, prevenindo situações de vulnerabilidade, risco pessoal e o isolamento. Entre as atividades oferecidas, estão exercícios físicos e educativos como dança, yoga, artesanato e canto.

Dos cerca de 12 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, mais de 1,7 milhões são idosos, o equivalente a 14,75% da população. Hoje, existem 12.710 vagas para quem tem mais de 60 anos nos 90 NCIs do município.

O projeto de monitoramento dos NCIs

O projeto de monitoramento dos NCIs está dividido em duas etapas:  o levantamento do número de unidades existentes e em funcionamento na rede e o da qualidade dos serviços oferecidos.  “Nossa intenção é incentivar a ampliação da rede, sobretudo com a instalação de unidades nos distritos ainda não contemplados e, também, colaborar para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos”, explicou o coordenador do projeto no OSB-SP, Rubens Casado.

De acordo com a apuração do OSB-SP, apesar de existirem 90 NCIs em São Paulo, apenas 46 dos 96 distritos administrativos municipais da cidade contam com pelo menos uma unidade. Ou seja, em mais de 50% dos distritos não existe.

Para Casado, a segunda etapa do monitoramento, a qualitativa, será mais complexa do que a primeira, já realizada. “Isso demandará análise dos convênios ou parcerias, sobretudo quanto aos custos, atuação de campo e pesquisas comparativas sobre as atividades oferecidas aos usuários, bem como entrevistas com os idosos e funcionários. Esta fase exigirá a colaboração de mais voluntários”, afirmou o coordenador.

Desde o dia 30 de agosto, o OSB-SP vêm mandando ofícios à Prefeitura questionando o critério adotado para a seleção dos distritos que contam com os equipamentos em detrimento dos demais e se existe previsão de atendimento ao público alvo atualmente não contemplado pelos NCIs. Segundo a SMDHC, essa avaliação é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O OSB-SP ainda aguarda o retorno do ofício enviado para a SMADS.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP reúne-se com organizações da sociedade civil para discutir o trabalho em rede

No encontro, organizado pelo IGESC, as instituições expuseram desafios e estratégias para fortalecer o trabalho em conjunto do terceiro setor

Abertura da roda de conversa com o diretor executivo do IGESC, Alfredo dos Santos Junior

Nesta quarta-feira (17/10), o Observatório Social Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou de uma roda de conversa com outras dez organizações da sociedade civil (OSCs) de portes e propostas diversos para discutir formas de trabalhar em rede. O encontro foi organizado pelo Instituto GESC na unidade Nações Unidas da FIA, em Pinheiros, Zona Oeste da capital.

O primeiro aspecto do trabalho em rede apontado pelo diretor executivo do IGESC, Alfredo dos Santos Junior, é que a diversidade é muito importante. Segundo ele, as instituições não precisam ser semelhantes para gerar contribuição efetiva entre elas. “Nós atualizamos a missão do IGESC, que agora é fortalecer o poder da sociedade civil em todas as suas formas, no aspecto gestão e no aspecto educação. Para isso, uma das principais ferramentas é fortalecer o trabalho em rede. E quando eu falo em rede, não me refiro apenas à troca de contatos”, explicou o diretor. 

A troca, dentro do que foi discutido no encontro, é uma etapa fundamental, mas de conhecimento, experiência, práticas de sucesso e recursos excedentes. Segundo a vice-presidente do OSB-SP, Gioia M. A. Tumbiolo Tosi, esse tipo de ideia já faz parte da instituição. “O OSB-SP conhece bem a importância de atuar em rede, uma vez que integra a rede de Observatórios Sociais, permitindo a troca de experiências e o crescimento de todos. O desafio para nós, agora, é colaborar na construção de uma rede com objetivos comuns, a partir de organizações com particularidades diversas”, afirmou Gioia.

Outras possibilidades do trabalho em rede são criar projetos conjuntos e aumentar o papel político tanto das entidades quanto do próprio terceiro setor. O principal desafio relatado foi a falta de prática de rede por parte de muitas OSCs, que chegam a demonstrar até uma aparente rivalidade. A solução proposta é unir e buscar as organizações que já possuem a educação ou abertura para o trabalho de rede, podendo, inclusive, estimular outras OSCs com os resultados.

Além do OBS-SP e do IGESC, participaram da roda de conversa representantes da Liga Solidária, do UNIBES Cultural, da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), da Aldeias Infantis SOS Brasil, da Tenda da Solidariedade, Mão Solidária, da Associação Ágape, do Centro de Tecnologia e Inclusão (CTI) e do Grupo de Orientação e Assistência à Saúde (GOAS).

*Por: Redação OSB-SP