Voluntários do Criadores de Atos apresentam resultados para o Cuidando do Meu Bairro

André Takara e Paulo Sérgio apresentam resultados do trabalho do Criadores de Ato com o projeto Cuidando do Meu Bairro (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

No dia 30 de novembro, os voluntários do programa Criadores de Atos que escolheram o projeto Cuidando do Meu Bairro do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentaram a conclusão dos três meses de trabalho na sede da ONG Atados em Pinheiros, Zona Oeste da capital. O objetivo foi desenvolver e executar um planejamento de disseminação do controle social em um bairro da cidade usando o software do projeto, que foi desenvolvido pelo Colab da USP.

Nessa edição do Criadores de Atos, foram 10 organizações sociais de áreas como meio ambiente, arte e cultura, cidadania, educação, saúde e idosos. 53 voluntários trabalharam juntos para tirar os projetos do papel. O OSB-SP foi o responsável pelo tema controle social em 2019.

O trabalho com o OSB-SP começou com a escolha de um bairro, que foi o da Aclimação, Zona Sul, e a pesquisa de uma instituição por meio da qual seria possível atingir estrategicamente mais pessoas engajadas com o projeto. A Associação dos Moradores de Bairro – Viva Aclimação foi a escolhida. Os voluntários do programa, então, capacitaram os moradores para o uso e disseminação da ferramenta do Cuidando do Meu Bairro.

Com a experiência, os voluntários coletaram dados sobre os pontos positivos e as dificuldades de uso da ferramenta. A partir das informações, criaram uma estratégia para melhorar o projeto Cuidando do Meu Bairro ao ser levado para os próximos bairros e sugeriram ao OSB-SP a reformulação de alguns pontos da apresentação e do material do projeto. “O intuito foi o de tornar as futuras oficinas do Cuidando mais familiares ao público, através do uso de linguagem cidadã e material didático adequado, trabalhando a usabilidade do site, também”, explicou o coordenador do Cuidando do Meu Bairro no Criadores de Atos, André Takara.

Para o coordenador, a união com outras ONGs como o Atados e equipes especializadas contribui para novas técnicas e visões estratégicas, enriquecendo o trabalho. “Há cidadãos que possuem grande força de vontade e atitude para poderem cobrar seus direitos, mas precisam de um norte, de uma instituição que os ampare. O OSB-SP oferece a todos que querem contribuir com melhorias nos métodos de gestão pública, ferramentas como o site do Cuidando”, concluiu.

A coordenadora de relacionamento com ONGs e voluntários do Atados, Beatriz Carvalho, contou que o projeto do OSB-SP foi um dos que despertou mais interesse dos voluntários. “Ficamos muito felizes com o engajamento e comprometimento dos voluntários e das ONGs parceiras com o programa. Acredito que a possibilidade de controle e de exercício ativo da cidadania, e a possibilidade de compartilhar com a comunidade essa ferramenta, foi o que de cara encheu os olhos dos voluntários. Estamos em um momento político em que as pessoas não querem mais permanecer inertes, e essa pode ser uma ferramenta acessível a todos”, disse Beatriz.

Segundo ela, houveram alguns desafios com o tempo e conhecimento técnico sobre a ferramenta, mas, ao final, foi possível um resultado muito positivo, tanto para o OSB-SP quanto para os voluntários. “Ficamos muito felizes também em trabalhar com o Observatório Social e esperamos poder trabalhar juntos em outras oportunidades, trazendo essas ferramentas de controle social e participação cidadã para toda a nossa rede”, concluiu.

Participaram do trabalho do Cuidando do Meu Bairro pelo Criadores de Atos, também, a coordenadora de projetos do OSB-SP, Letticia Rey, a Bárbara Alcalde, e os voluntário do programa, Antônio Barros, Paulo Sérgio, Leonardo Cruz e Marcelle Magalhães.

Criadores de Atos

O Criadores de Atos é um programa de voluntariado idealizado e organizado pelo Atados. Nele, grupos de voluntários, capacitados e coordenados pelo Atados, criam e desenvolvem um projeto customizado para as necessidades de uma organização, movimento ou coletivo social, do começo ao fim, garantindo que ele saia do papel. As organizações sociais apresentam algumas das suas demandas e os voluntários escolhem o projeto que mais tem a ver com seus interesses, habilidades e desafios, e juntos criam um planejamento para solucionar essas demandas.

*Por: Redação OSB-SP, com informações do Atados

Coordenadores de projetos do OSB-SP reúnem-se para planejar trabalho e definir metas de 2020

Reunião de coordenadores na sede do OSB-SP (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

No dia 21 de novembro, os coordenadores de projetos do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) reuniram-se para planejar o trabalho e definir as metas para o ano de 2020. O encontro aconteceu na sede da instituição, na Fecap Liberdade, Centro da Capital.

Dentre as novidades, esteve a introdução de um software de organização e planejamento, que será testado nos próximos meses. Com ele, será possível integrar as ações dos projetos, de forma que os coordenadores possam se comunicar e propor pontos de convergências entre os trabalhos desenvolvidos. Foi estabelecida também a volta do projeto Aprendendo a Fiscalizar, que insere conceitos de cidadania fiscal, como orçamento e execução financeira, na formação de alunos do ensino médio e fundamental.

“A reunião foi muito produtiva não somente para dar início ao planejamento para o próximo ano, com estabelecimento de metas concretas, como para o alinhamento da função de gestão de pessoas e da importante integração entre os vários projetos, com utilização de ferramenta apropriada”, concluiu a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi.

Na ocasião, participaram, ainda, a coordenadora de projetos do OSB-SP, Letticia Rey, a coordenadora do projeto de Licitações, Bárbara Hashimoto, o coordenador do Cuidando do Meu Bairro para o Criadores de Atos, André Takara, e o voluntário Gabriel Vicente.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP e Colab-USP renovam convênio de cooperação por mais dois anos

Vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi,  coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro, e professora e pesquisadora da Fecap, Elionor Farah Weffort (Foto: Letticia Rey/OSB-SP)

No dia 29 de novembro, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) e o Colaboratório de Desenvolvimento e Participação da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Colab-USP) renovaram o convênio de cooperação por mais dois anos, agora com a participação do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). As assinaturas aconteceram no Campus Liberdade da Fecap, com a participação da vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, da coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro, e da professora e pesquisadora Elionor Farah Weffort.

A parceria entre as duas instituições resultou, em 2019, na inclusão do Cuidando do Meu Bairro para o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) certificadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB). O projeto apresenta, por meio de uma plataforma digital, os gastos públicos de forma acessível a qualquer cidadão que queira acompanhar o destino de seus impostos. Caso o usuário encontre alguma falha ou dúvida, o software oferece um meio de comunicação direto com a instituição responsável pelo recurso.

Entre as novidades com o novo convênio, estão o desenvolvimento de um glossário para a plataforma Cuidando do Meu Bairro e a previsão para a criação de novos projetos de ensino, pesquisa e serviços à comunidade. “É uma satisfação formalizar uma parceria que aumenta bastante o escopo da nossa atuação conjunta. Ela vai abranger novas atividades para além do Cuidando, como ações de governo aberto e a ferramenta Monitorando a Cidade”, afirmou a coordenadora do Colab-USP, Gisele Craveiro.

Para a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo, um dos destaques do protocolo de intenções é a participação da Fecap, principal mantenedora da organização. “A renovação da parceria do Observatório com o Colab é fundamental para o prosseguimento das ações de pesquisa e extensão universitária, empreendidas desde 2017. Importante destacar que a Fecap juntou-se à parceria, o que permite o inicio imediato de atividades com a equipe de mestrado desta instituição”, concluiu.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP participa da Semana da Cidadania na Vila Universitária

Estande do OSB-SP na Vila Universitária (Foto: Bárbara Alcalde/OSB-SP)

O Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou da Semana da Cidadania, que ocorreu entre os dias 1 e 3 de outubro na Fundação Seade, na Vila Universitária, Zona Oeste paulistana. O evento, realizado em comemoração ao Dia Nacional da Cidadania, teve o objetivo de proporcionar um momento de reflexão sobre a necessidade do aprimoramento dos mecanismos que garantem o pleno exercício da democracia no país.

A abertura da Semana Social contou com as palestras “Cidadania e Controle Social”, ministrada pela vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, e “Educação Fiscal”, pela coordenadora do Grupo de Educação Fiscal Estadual (GefeSP) e conselheira do OSB-SP, Magda Wajcberg. No dia 3, o Observatório Social do Brasil – São Paulo, a SEFAZ e a ETEC CEPAM montaram estandes para divulgar seu trabalho e estimular os visitantes a participarem de atividades cidadãs.

“A participação do OSB-SP na celebração da Semana da Cidadania foi extremamente gratificante. A oportunidade de contato com estudantes de ensino médio, para falar de questões como controle social, educação fiscal, relação Estado-Sociedade, ouvir suas expectativas e propósitos, nos apresentou jovens interessados e comprometidos, que sabem seu papel na sociedade e estão motivados a exercê-lo”, destacou Gioia.

A Semana Social é promovida por: GefeSP, OSB-SP e ETEC CEPAN Gestão Pública.

*Por: Redação OSB-SP

Presidente do OSB-SP reúne-se com diretoria da Anfip-SP

Presidente do OSB-SP, Paulo de Oliveira Abrahão, coordenadora de projetos, Letticia Rey, e diretoria da Anfip-SP, na sede da instituição (Foto: Divulgação)

No mês de outubro, o presidente do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), Paulo de Oliveira Abrahão, e a coordenadora de projetos, Letticia Rey, reuniram-se com a diretoria da Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil em São Paulo (Anfip-SP) na sede da instituição, na República, Centro da capital.

“A aproximação com nossos mantenedores é sempre muito importante. É o momento onde podemos ser transparentes e prestar contas de nosso trabalho. O apoio de instituições tão fortes como a Anfip-SP, que acreditam em nós, é fundamental para levarmos o controle social adiante, ajudando a melhorar nossa cidade”, comentou Abrahão.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP apresenta primeiros dados da “Pesquisa e Avaliação da Câmara SP”

Levantamento, feito com metodologia do Insper, levou em conta os dois primeiros anos do atual mandato legislativo. Encontro, na Câmara, reuniu autores da pesquisa, profissionais e especialistas do Legislativo paulistano, assessores parlamentares e vereadores para discutir metodologia e resultados iniciais

Vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, apresenta pesquisa na CMSP (Foto: David Horeglad/OSB-SP)

*Atualizado em 21/10/2018

Na última sexta-feira (04/10), o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentou os primeiros dados levantados pelo projeto Monitoramento do Legislativo no Sala Sérgio Vieira de Mello, na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), Bela Vista, Centro da capital. O evento foi aberto a população e contou com um debate entre os autores da pesquisa, profissionais e especialistas do Legislativo paulistano,assessores de parlamentares e os vereadores José Police Neto e Soninha Francine. A primeira metade do atual mandato – 2017 a 2020 – foi o alvo da primeira fase da pesquisa, que seguirá ano a ano.

A metodologia “Indicadores de desempenho para parlamentos: o desafio de aferir práticas políticas“, utilizada pelo OSB-SP, tem o objetivo de indicar se o Legislativo cumpre sua função observando quatro eixos: se é promovedor (P), quando exerce seu papel de legislar; cooperador (C), quando aprova temas de interesse da Prefeitura favoráveis a cidade; fiscalizador (F), quando fiscaliza o Poder Executivo; e transparente (T), quando permite que a população tenha atuação e proximidade com o parlamento.

De acordo com o levantamento, os melhores índices do parlamento paulistano, que vão de 0 a 10, ficaram na função fiscalizadora, com média 7,0 em 2017, e na transparência, com 6,9 em 2018, embora em ambos os casos as notas não tenham atingido uma área de excelência no gráfico de análises – representada pela cor verde. Nos dois anos, porém, os números indicaram que a função mais problemática é a promovedora, com médias de 2,5 em 2017 e 3,2 em 2018.

Segundo os criadores da metodologia, professores Humberto Dantas e Luciana Yeung, para um Legislativo desempenhar seu papel, precisa atuar bem nas quatro áreas. Com os indicadores, é possível estipular onde a Câmara Municipal desempenha de forma eficaz sua função e onde precisa melhorar. 

Rubem Davi Romancini, diretor executivo da Escola do Parlamento, comentou que a iniciativa do OSB-SP auxilia o cidadão a compreender como o voto se traduz em política pública por meio da representação política. “Eu acredito que esse evento joga luz e adentra em uma caixa preta que o cidadão tem muita dificuldade de penetrar e é fundamental para exercer sua cidadania. Afinal, o processo legislativo, que é essa mediação de interesses da sociedade, esse embate de ideias para produzir políticas públicas, é muito complicado. Em uma sociedade democrática a gente precisa ter acesso aos instrumentos que produzem políticos públicas. E a gente precisa frear essa onda antipolítica,pois sem a política, o que é que a gente vai ter? Guerra?”, indagou o especialista no parlamento paulistano.

Em que áreas os vereadores mais produzem?

Sobre os temas mais lembrados por vereadores na hora de produzir, o levantamento aponta que 31% dos projetos assinados na CMSP entre 2017 e 2018 são considerados de baixo impacto ou baixa complexidade. De acordo com a pesquisa, são classificados como de baixo impacto ou baixa complexidade os projetos classificados entre datas comemorativas, homenagens e nomes de ruas. Em 2018, 47% das propostas se enquadraram como de baixo impacto. O levantamento indicou, ainda, que a proposição de projetos caiu pela metade de um ano para outro, totalizando 1638 projetos assinados em 2017 e 924 em 2018.

Na outra ponta da lista, entre os projetos menos lembrados pelos vereadores na hora de produzir, estão os classificados como favoráveis à transparência, com 17 propostas, e de combate à corrupção, com 26, durante os dois anos iniciais de pesquisa. “Quando chega em 2018, os projetos de combate à corrupção são zero. Parece que tivemos um boom do tema em 2017 e depois mudamos de assunto. São coisas que precisam ser debatidas com os vereadores. Por que essas mudanças tão bruscas?”, questiona a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi.

A opinião dos vereadores

Vereadores José Police Neto e Soninha Francine, durante evento na CMSP (Foto: David Nascimento/OSB-SP)

A vereadora Soninha Francine ponderou sobre questões que considera subjetivas nos índices e apontou a dificuldade em definir qual projeto é de baixo ou alto impacto e complexidade. “O exemplo do nome de rua é um clássico de como uma denominação pode ser de alto impacto positivo ou um fator de inclusão determinante. A pessoa não tem um comprovante de endereço para abrir conta no banco. Então, nome de rua pode ser de alto impacto positivo, razoavelmente irrelevante ou indutor de impacto negativo”, disse.

Já para o vereador José Police Neto, que implementou a metodologia na CMSP enquanto foi presidente da Casa, em 2011 e 2012, a pesquisa precisa ter um acompanhamento ininterrupto e com relação histórica para ganhar consistência. “Nós tínhamos que começar com algo que se o parlamento não continuasse, a sociedade conseguiria desenvolver. E parece que quem desenvolveu a metodologia foi eficiente, pois vocês conseguiram fazer isso. Por maior que tenham sido as dificuldades, aquela metodologia foi resistente a mudanças políticas que deixam de realizar pesquisas. Passados sete anos, a mesma metodologia consegue ser aplicada pela sociedade. Mesmo que o ator parlamentar tenha desistido do indicador que o mede, aquela metodologia criada ainda é uma oferta a sociedade para medir o parlamento”, afirmou Police Neto.

Plataforma do Monitoramento do Legislativo

Clique aqui para acessar a plataforma de dados do Monitoramento do Legislativo, onde todos os levantamentos feitos pelo OSB-SP sobre a CMSP são disponibilizados e abertos ao público!

*Por: David Horeglad/OSB-SP

Atenção!

Com base nas exposições e debates ocorridos na última reunião pública do projeto Monitoramento do Legislativo na Câmara Municipal de São Paulo no dia 04/10/2019, o OSB-SP decidiu complementar a apresentação com elementos de análise dos números levantados pela equipe.

Por isso, adiaremos em cerca de 10 dias o lançamento das informações completas nesta área do site.

Fique ligado! Em breve, todos os levantamentos sobre a produção da primeira metade do atual mandato (2017/2020) da Casa de Leis paulistana estará disponível aqui, dando transparência aos pontos fortes e fracos de nosso Parlamento, de acordo com a metodologia do Insper utilizada.

Obrigado pela compreensão!!

OSB-SP entra para Banco de Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação BB em 2019

Projeto Cuidando do Meu Bairro, uma parceria entre OSB-SP e o grupo de pesquisa Colab da USP, foi inscrito como tecnologia social no Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2019 e receberá selo de certificação da comissão julgadora

O Observatório Social do Brasil São Paulo (OSB-SP) entrou para o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) certificadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB) com o Cuidando do Meu Bairro. O projeto foi um dos mais de 800 inscritos para o Prêmio FBB de Tecnologia Social 2019, que certificou 125 tecnologias para o BTS neste ano (confira aqui as tecnologias certificadas).

O Cuidando do Meu Bairro apresenta os gastos públicos em uma linguagem mais acessível, com o apoio de uma plataforma desenvolvida pelo grupo de pesquisa Colaboratório de Desenvolvimento e Participação (Colab) da Universidade de São Paulo (USP). O software criado indica a geolocalização de parte das despesas municipais, a atualização em tempo real dos dados e as alterações no status dos gastos de maneira objetiva e visual. Caso o cidadão encontre alguma falha ou dúvida, a plataforma oferece um meio de comunicação direto com a instituição responsável pelo recurso.

Além de manter a plataforma, o OSB-SP realiza, com especialistas do Colab, a capacitação para qualquer cidadão que queira utilizar o software ou se tornar um oficineiro e espalhar o uso da ferramenta pela cidade. “O Cuidando do Meu Bairro é um projeto que une controle social e tecnologia, além de reforçar a transparência dos gastos públicos. Outros observatórios sociais do Sistema OSB já nos procuraram com o intuito de levar a plataforma para suas cidades e este certificado é mais uma forma de divulgar uma ferramenta tão relevante para o cidadão”, explicou o presidente do OSB-SP, Paulo de Oliveira Abrahão.

A professora Gisele Craveiro, coordenadora do Colab, afirmou que os resultados dessa parceria entre o grupo de pesquisa e o OSB-SP a deixam muito contente. “Sermos reconhecidos por uma instituição tão séria e prestigiosa nesse prêmio de tecnologia social revela que o trabalho foi analisado e essa metodologia de acompanhamento dos gastos públicos é algo que tem muito valor e merece ser ampliada e fortalecida”, disse.

Prêmio Fundação do Banco do Brasil de Tecnologia Social

O PRÊMIO FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL DE TECNOLOGIA SOCIAL, criado em 2001, é o principal instrumento de identificação e certificação de tecnologias sociais que compõem o BANCO DE TECNOLOGIAS SOCIAIS – BTS.

Realizado a cada dois anos, o Prêmio tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir tecnologias sociais já aplicadas e implementadas, que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

*Por: Redação OSB-SP, com informações do site fbb.org.br

OSB-SP participa de capacitação de alunos para assistência contábil e fiscal à população de baixa renda

Paulo de Oliveira Abrahão durante capacitação na Derat (Foto: Divulgação)

No dia 19 de setembro, o presidente do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), Paulo de Oliveira Abrahão, realizou a palestra “Cidadania fiscal na prática” para mais de 100 estudantes das faculdades Mackenzie, Fecap, São Judas, FMU, Anhanguera, Santana e Senac. A apresentação aconteceu na sede da Delegacia de Administração Tributária (Derat) na Consolação, Centro da capital, e fez parte de um curso do Núcleo de Apoio Fiscal e Contábil (NAF) da Receita Federal. O NAF, por meio de convênios com instituições de ensino superior, tem o objetivo de prestar assistência contábil e fiscal à população de baixa renda.

Para Abrahão, a falta do apoio destes estudantes e do NAF tornaria a vida dos contribuintes muito mais difícil. “O trabalho do NAF junto com alunos de faculdades é muito bonito e importante, pois auxilia pessoas de diversas comunidades em São Paulo e em todo o país a organizar e regularizar sua vida financeira ou abrir um pequeno empreendimento, o que pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida delas”, comentou o presidente.

Dentre as orientações oferecidas aos contribuintes de menor poder aquisitivo, estão o auxílio para a resolução de pendências e trâmites fiscais e previdenciários, o esclarecimento de dúvidas sobre assuntos relacionados a declarações de imposto de renda, abertura de microempresas e cadastro de pessoas físicas. Com isso, um dos objetivos do NAF é, também, ajudar as universidades a formarem profissionais com comprometimento social.

Durante a capacitação, os analistas-tributários Dennis Shimizu e Nelson Yanasse, representantes do Derat, abordaram temas como a importância do NAF, como funciona a educação fiscal, de onde vem os recursos, para onde vão, orçamento público, carga tributária, renúncia fiscal, sonegação, Seguridade Social e Previdência Social.

*Por: Redação OSB-SP

Oito voluntários entram para nova equipe de gestão de pessoas do OSB-SP

Equipe do OSB-SP, Márcio Moreira e novos voluntários (Foto: Letticia Rey/OSB-SP)

No dia 25 de setembro, o pedagogo e vice-presidente do Instituto Clelia Angelon, Márcio Moreira, realizou uma dinâmica para aspirantes ao voluntariado de gestão de pessoas. Os oito voluntários participantes ingressaram na nova equipe de gestão de pessoas do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), criada com o intuito de humanizar e aumentar ainda mais o desenvolvimento, a retenção e a motivação dos voluntários dos projetos de controle social da organização.

“Quem olha de fora uma instituição, muitas vezes não sabe a importância que os profissionais de gestão de pessoas têm. No OSB-SP, eles terão envolvimento com os coordenadores e voluntários de todos os projetos. Acabamos tendo a grata surpresa de um número maior do que esperávamos aparecer para o trabalho, e eles mostraram muito comprometimento e vontade, por isso chamamos todos para a equipe”, destacou a vice-presidente do OSB-SP, Helena Cardoso.

O encontro aconteceu no Campus Liberdade da Fecap e contou, ainda, com a participação da coordenadora de projetos do OSB-SP, Letticia Rey, e da Bárbara Alcalde e Tarsila Bento, do setor administrativo.

Da esq. para a direita: Helena Cardoso, Márcio Moreira e Bárbara Alcalde (Foto: Letticia Rey/OSB-SP)

Quem é Márcio Moreira?

Márcio Moreira se formou em Ciências Contábeis, mas poderia ter se graduado em Sonhos e Imaginação se este curso existisse. E foram justamente esses dois elementos que carrega no coração que o levaram a especializar-se em Jogos Cooperativos, Pedagogia Experiencial, Carta da Terra e Vivências com a Natureza. Defensor dos animais e ativista vegano, há 14 anos atua no terceiro setor em causas relacionadas aos direitos animais e questões socioambientais.

*Por: Redação OSB-SP