OSB-SP debate controle social com órgãos públicos durante seminário “Desafios da Auditoria de Controle Externo no Brasil”

Durante o evento, realizado pela Escola de Contas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, a vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, integrou o painel sobre controle social

Auditório da Escola de Contas durante seminário (Foto: Divulgação/Escola de Contas)

Na tarde desta terça-feira (25/06), a Escola de Contas do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) promoveu o seminário “Desafios da Auditoria de Controle Externo no Brasil” na sede da instituição, na Vila Clementino, Zona Sul da capital. A vice-presidente do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP), Gioia Tumbiolo Tosi, participou do painel sobre controle social, junto com o diretor presidente da Escola de Contas, Maurício Piragino.

Para Gioia, o fato de o OSB-SP, uma entidade da sociedade civil, ter sido convidado para o diálogo com órgãos públicos de controle, é muito relevante. “Nossa participação, representando uma das formas de controle social do município, em debate com órgãos de controle interno e externo, nos proporcionou a valiosa oportunidade de apresentar nossos projetos e discutir a possibilidade de realização de ações em parceria, tanto com o TCM como com a CGM”, destacou a vice-presidente.

O seminário ainda contou com um painel sobre controle interno, com a participação do ex-secretário municipal de Finanças de Jundiaí, Paulo Roberto Galvão, e do controlador geral do município de São Paulo, Eduardo Gonçalves Ungaro, com moderação do auditor de controle externo do TCMSP, Eduardo Lang Di Pietro; e outro painel sobre controle externo, com o presidente da Federação Nacional das Entidades de Servidores de Tribunais de Contas (FENASTC), Amauri Perusso, e o subsecretário de Fiscalização e Controle do TCMSP, Lívio Mário Fornazieri, com moderação do auditor de controle externo e conselheiro do CRCSP, Valmir Leôncio da Silva.

*Por: Redação OSB-SP

Projeto de fiscalização do Núcleo de Convivência do Idoso define próximas ações da equipe

OSB-SP entregará levantamento regional sobre a presença e a qualidade do serviço nas cinco zonas da Capital a partir de dezembro 

Nesta terça-feira (27/11), a direção do projeto de fiscalização do Núcleo de Convivência do Idoso (NCI) reuniu-se para definir as próximas ações da equipe e planejar o primeiro trimestre de 2019. O encontro ocorreu na sede do Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) na Liberdade, Centro da capital, e contou com a participação da vice-presidente do OSB-SP, Gioia Tumbiolo Tosi, do coordenador do projeto, Rubens Casado, e do representante do Grande Conselho Municipal do Idoso, José Cicero Rosendo dos Santos.

De acordo com Casado, após os levantamentos iniciais, a partir do mês de dezembro o OSB-SP irá entregar um relatório regional sobre a presença dos NCIs nas cinco zonas do município. “O trabalho está sendo feito. Na sequência, veremos a qualidade dos serviços de cada Núcleo. Com as informações, saberemos se há mais desigualdade do que a já levantada entre os distritos e poderemos cobrar a Prefeitura. Metade dos 96 distritos não contam com esse serviço e muitos locais possuem mais de um NCI”, detalha.  

Na reunião, ainda foi acertado que o OSB-SP realizará, em fevereiro de 2019, um encontro com todos os diretores de NCIs. O objetivo será a troca de ideias e experiências e o aprofundamento do conhecimento sobre os desafios e dificuldades dessa política pública.

Coordenador do projeto de fiscalização do Núcleo de Convivência do Idoso no OSB-SP, Rubens Casado

Relembre: 

O projeto de monitoramento dos NCIs está dividido em duas etapas:  o levantamento do número de unidades existentes e em funcionamento na rede e o da qualidade dos serviços oferecidos.  “Nossa intenção é incentivar a ampliação da rede, sobretudo com a instalação de unidades nos distritos ainda não contemplados e, também, colaborar para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos”, explicou Rubens Casado. 

De acordo com a apuração do OSB-SP, apesar de existirem 90 NCIs em São Paulo, apenas 46 dos 96 distritos administrativos municipais da cidade contam com pelo menos uma unidade. Ou seja, em mais de 50% dos distritos não existe. 

Confira a última matéria sobre o projeto aqui.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP monitora Núcleo de Convivência do Idoso na capital

Apenas metade dos 96 distritos administrativos municipais de São Paulo contam com NCIs

Imagem destacada
Dos cerca de 12 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, mais de 1,7 milhões são idosos

No dia 22 de outubro, o Observatório Social do Brasil – São Paulo (OSB-SP) apresentou o projeto de fiscalização do Núcleo de Convivência do Idoso (NCI) à presidente do Grande Conselho Municipal do Idoso (GCMI), Marly Feitoza, na sede da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), na Sé, Centro da capital. Duas reuniões, no Conselho de Representantes de Idosos e da Administração e na Assembleia Geral do Conselho do GCMI ainda serão agendadas com o objetivo de criar uma parceria e fortalecer o projeto do OSB-SP.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), o Núcleo de Convivência do Idoso é um serviço de proteção social, convivência e fortalecimento de vínculos aos idosos. O objetivo dos NCIs é contribuir para o processo de envelhecimento saudável, desenvolvimento da autonomia, da sociabilidade, fortalecimento dos vínculos familiares e sociais, prevenindo situações de vulnerabilidade, risco pessoal e o isolamento. Entre as atividades oferecidas, estão exercícios físicos e educativos como dança, yoga, artesanato e canto.

Dos cerca de 12 milhões de habitantes da cidade de São Paulo, mais de 1,7 milhões são idosos, o equivalente a 14,75% da população. Hoje, existem 12.710 vagas para quem tem mais de 60 anos nos 90 NCIs do município.

O projeto de monitoramento dos NCIs

O projeto de monitoramento dos NCIs está dividido em duas etapas:  o levantamento do número de unidades existentes e em funcionamento na rede e o da qualidade dos serviços oferecidos.  “Nossa intenção é incentivar a ampliação da rede, sobretudo com a instalação de unidades nos distritos ainda não contemplados e, também, colaborar para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos”, explicou o coordenador do projeto no OSB-SP, Rubens Casado.

De acordo com a apuração do OSB-SP, apesar de existirem 90 NCIs em São Paulo, apenas 46 dos 96 distritos administrativos municipais da cidade contam com pelo menos uma unidade. Ou seja, em mais de 50% dos distritos não existe.

Para Casado, a segunda etapa do monitoramento, a qualitativa, será mais complexa do que a primeira, já realizada. “Isso demandará análise dos convênios ou parcerias, sobretudo quanto aos custos, atuação de campo e pesquisas comparativas sobre as atividades oferecidas aos usuários, bem como entrevistas com os idosos e funcionários. Esta fase exigirá a colaboração de mais voluntários”, afirmou o coordenador.

Desde o dia 30 de agosto, o OSB-SP vêm mandando ofícios à Prefeitura questionando o critério adotado para a seleção dos distritos que contam com os equipamentos em detrimento dos demais e se existe previsão de atendimento ao público alvo atualmente não contemplado pelos NCIs. Segundo a SMDHC, essa avaliação é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O OSB-SP ainda aguarda o retorno do ofício enviado para a SMADS.

*Por: Redação OSB-SP

OSB-SP reúne-se com organizações da sociedade civil para discutir o trabalho em rede

No encontro, organizado pelo IGESC, as instituições expuseram desafios e estratégias para fortalecer o trabalho em conjunto do terceiro setor

Abertura da roda de conversa com o diretor executivo do IGESC, Alfredo dos Santos Junior

Nesta quarta-feira (17/10), o Observatório Social Brasil – São Paulo (OSB-SP) participou de uma roda de conversa com outras dez organizações da sociedade civil (OSCs) de portes e propostas diversos para discutir formas de trabalhar em rede. O encontro foi organizado pelo Instituto GESC na unidade Nações Unidas da FIA, em Pinheiros, Zona Oeste da capital.

O primeiro aspecto do trabalho em rede apontado pelo diretor executivo do IGESC, Alfredo dos Santos Junior, é que a diversidade é muito importante. Segundo ele, as instituições não precisam ser semelhantes para gerar contribuição efetiva entre elas. “Nós atualizamos a missão do IGESC, que agora é fortalecer o poder da sociedade civil em todas as suas formas, no aspecto gestão e no aspecto educação. Para isso, uma das principais ferramentas é fortalecer o trabalho em rede. E quando eu falo em rede, não me refiro apenas à troca de contatos”, explicou o diretor. 

A troca, dentro do que foi discutido no encontro, é uma etapa fundamental, mas de conhecimento, experiência, práticas de sucesso e recursos excedentes. Segundo a vice-presidente do OSB-SP, Gioia M. A. Tumbiolo Tosi, esse tipo de ideia já faz parte da instituição. “O OSB-SP conhece bem a importância de atuar em rede, uma vez que integra a rede de Observatórios Sociais, permitindo a troca de experiências e o crescimento de todos. O desafio para nós, agora, é colaborar na construção de uma rede com objetivos comuns, a partir de organizações com particularidades diversas”, afirmou Gioia.

Outras possibilidades do trabalho em rede são criar projetos conjuntos e aumentar o papel político tanto das entidades quanto do próprio terceiro setor. O principal desafio relatado foi a falta de prática de rede por parte de muitas OSCs, que chegam a demonstrar até uma aparente rivalidade. A solução proposta é unir e buscar as organizações que já possuem a educação ou abertura para o trabalho de rede, podendo, inclusive, estimular outras OSCs com os resultados.

Além do OBS-SP e do IGESC, participaram da roda de conversa representantes da Liga Solidária, do UNIBES Cultural, da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), da Aldeias Infantis SOS Brasil, da Tenda da Solidariedade, Mão Solidária, da Associação Ágape, do Centro de Tecnologia e Inclusão (CTI) e do Grupo de Orientação e Assistência à Saúde (GOAS).

*Por: Redação OSB-SP